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  • Ana Alencar

Depois de você

Atualizado: 5 de jul. de 2021


Eu Coraline, era uma pessoa normal, estava noiva, tinha um trabalho legal, e levava a vida assim, sem grandes emoções, até que você apareceu e marcou no nua vida por todo sempre.

Você apareceu repentinamente, não me recordo ao certo o dia, se fazia sol ou se chovia, se fazia frio ou calor... Mas me recordo bem, de como tudo começou,: você sentado à minha frente conversando sobre coisas aleatórias e incomuns, falávamos de música, vida, morte e vida extraterrestre e vida após a morte, sobre coisas naturais e sobrenaturais...

Sem perceber você aos pouco veio me tomando de assalto, me roubando de mim e quando vi já não era mais eu, você já estava me transformando, me mostrando a vida de outro ângulo, me trazendo sonhos e fantasias que nunca tinha pensado.

Lembro do dia que você me deixou um presente, e tentou brincar fazendo uma surpresa (que eu sabia que estava lá), nesse dia eu percebi o que estava acontecendo, tentei negar e fugir, mas resolvi encarar! E frente a frente descobri que era melhor ter fugido! Sim! Se eu tivesse escondido seria mais fácil, mas eu escolhi o caminho mais difícil.

Escolhi aceitar e me entregar, assim de bandeja me jogando no desconhecido e tão recíproco.

Não durou muito tempo, chegou o inverno e você partiu, partiu como as aves, procurando um lugar mais quente para habitar, partiu e deixou meu coração partido.

Partiu mas está sempre presente.

Alguns dizem que a vida corre com um rio cheio de curvas, se isso for verdade, no percurso do meu rio você a cada curva para mais uma vez me iludir, me mostrar algo novo, fazer meu coração vibrar de novo, fazer me faltar o ar como quem leva um soco na boca do estômago, e passando a curva, você novamente já partiu, ficou para traz em uma lembrança gostosa que me recuso em esquecer, e acho que você talvez também se recuse em partir.

Anos depois e você ainda é uma incógnita! Que me faz não sentir nada e sentir tudo no mesmo instante.

Que me faz acreditar e desacreditar de tudo novamente.

É como se você escrevesse que me ama, que sente minha falta, sente falta da gente, mas escreve com areia e na mesma hora que terminasse a frase fica vento viesse e apagasse tudo.

Você é minha incógnita mais bonita e mais difícil de decifrar. Espero que esteja perto disso terminar. Ou serão mais 40 anos assim? Você já tem seus cabelos brancos... Não sei quanto tempo ainda nos resta. Talvez ainda possamos contar o fim dessa história.


Saudades,Coraline.



(História enviada por uma leitora)









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